
AMÁLIA CANTA “OIÇA LÁ Ó SENHOR VINHO”
de Augusto Cabrita
com Amália Rodrigues
Portugal, 1971 – 3 min
CAPAS NEGRAS
de Armando de Miranda
com Amália Rodrigues, Alberto Ribeiro, Artur Agostinho, Vasco Morgado
Portugal, 1947 – 99 min
CAPAS NEGRAS tem direcção musical de Jaime Mendes, canções de Frederico Valério, Raúl Ferrão, Jaime Mendes, Ângelo Araújo, Santos Moreira, Alberto Ribeiro, interpretadas por Amália Rodrigues, Alberto Ribeiro e Domingos Marques. A história, melodramática, segue o romance de um estudante de direito em Coimbra, José Duarte, com uma rapariga, Maria Lisboa, cujo idílio termina quando ele conclui o curso e parte para o Porto por se julgar traído. Mais tarde, a rapariga é acusada de abandonar um filho e levada a tribunal onde José Duarte a defenderá. A abrir a sessão, AMÁLIA CANTA OIÇA LÁ Ó SENHOR VINHO. Os dois filmes são apresentados em cópias novas 35mm resultantes de um trabalho de restauro (CAPAS NEGRAS) e preservação (a curta-metragem) efectuados no laboratório da Cinemateca, no caso desta última um trabalho que contou com o apoio do Instituto da Vinha e do Vinho.
Qui. [12 Janeiro] 21:30 | Sala Dr. Félix Ribeiro
ALDINA DUARTE – PRINCESA PROMETIDA
de Manuel Mozos
Portugal, 2009 – 60 min
com a presença de Manuel Mozos e Aldina Duarte
Manuel Mozos tinha filmado Aldina Duarte a cantar o fado A Rua do Capelão nas ruas da Mouraria em XAVIER, rodado em 1991. Em 2009, a partir de uma ideia de Maria João Seixas, compôs-lhe um retrato de fadista, “uma das mais importantes vozes femininas do facto actual”, filmando-a numa actuação ao vivo no Palácio Fronteira, e ao longo de testemunhos dela própria a solo e em conversas com colaboradores, amigos e familiares, entre os quais a sua mãe e Jorge Silva Melo.
Sex. [13 Janeiro] 22:00 | Sala Luís de Pina
A SEVERA
de Leitão de Barros
com Dina Teresa, António Luís Lopes, António Lavradio, Ribeiro Lopes
Portugal, 1931 ¬– 105 min
A SEVERA foi a primeira longa¬metragem sonora portuguesa, embora não a primeira em língua portuguesa, título que cabe ao hoje desaparecido A CANÇÃO DO BERÇO, versão lusófona de DOROTHY AND SON, de Dorothy Arzner, realizada em Paris por Alberto Cavalcanti. O filme de Leitão de Barros inspira¬ se na vida da famosa cigana e fadista do século XIX, paixão do conde de Marialva, segundo a peça escrita por Júlio Dantas. Notável interpretação de Dina Teresa. O desenlace, com a agonia da mulher que reencontra o amante, enquanto as ruas estão em festa, parece transpor o da Traviata. O filme é apresentado em cópia nova e integral, resultado do processo de restauro efectuado pelo laboratório da Cinemateca.
Seg. [23 Janeiro] 19:30 | Sala Luís de Pina
FADOS POR AMÁLIA RODRIGUES
Portugal, 1970 – 10 min
FADO – HISTÓRIA D’UMA CANTADEIRA
de Perdigão Queiroga
com Amália Rodrigues, Virgílio Teixeira, António Silva, Vasco Santana, Eugénio Salvador
Portugal, 1947 – 108 min
Foi pela via do melodrama que Perdigão Queiroga se estreou na longa-metragem em FADO – HISTÓRIA D’UMA CANTADEIRA, um dos maiores sucessos de bilheteira do cinema português dos anos 1940, com mais de vinte semanas de exibição nos cinemas Trindade e Condes. O argumento, de que se dizia ter algumas características biográficas de Amália, reuniu a genial fadista ao mais popular galã de então, Virgílio Teixeira. Para muitos, trata-se do melhor momento cinematográfico da carreira de Amália Rodrigues. A abrir a sessão, um alinhamento de três fados, Fado Gaivota, Mouraria e Verde cantados por Amália Rodrigues, numa produção de 1970 de António da Cunha Telles, a apresentar em cópia nova.
Sex. [27 Janeiro] 19:30 | Sala Luís de Pina
COM QUE VOZ
de Nicholas Oulman
Portugal, 2009 – 108 min
com a presença de Nicholas Oulman
O documentário de Nicholas Oulman sobre Alain Oulman (prémio de melhor primeira obra no DocLisboa 2009) é um retrato centrado no percurso de um homem que “parece ter vivido várias existências”, como a sinopse refere. Uma delas foi literária (enquanto leitor e editor), outra foi musical e é indissociável da colaboração de Alain Oulman com Amália Rodrigues, uma colaboração próxima e duradoura, sendo ele o responsável por trazer para a música de Amália nomes grandes da literatura portuguesa como Luís de Camões, Alexandre O’Neill, Pedro Homem de Melo ou David Mourão Ferreira. COM QUE VOZ dá ainda a conhecer o modo como Alain Oulman foi perseguido pelo regime salazarista e o seu exílio em França. Inclui imagens raras suas com Amália.
Ter. [31 Janeiro] 19:30 | Sala Luís de Pina